Esta é uma das conclusões do relatório de Impacto Económico sobre Portugal, realizado pelo WTTC, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (na designação original, World Travel & Tourism Council).
Estes números do WTTC não são exatamente idênticos à conta satélite do turismo do Instituto Nacional de Estatística (INE) que mede o valor acrescentado direto e indireto do sector e que, nos dados publicados na semana passada, referentes a 2022, mostravam que o turismo já passou o pico de 2019. Os cálculos do WTTC incluem algumas parcelas que não entram na conta satélite, como os efeitos indiretos no investimento ou os gastos públicos no apoio ao turismo (promoção, por exemplo). O que dá uma ligeira diferença. O relatório do do Conselho Mundial de Turismo, realizado em parceria com a consultora Oxford Economics, revela que o impacto económico do turismo em Portugal deu um salto de 61,6% em 2022, mas sem atingir os níveis pré-covid — cifrando-se no ano passado em €37,8 mil milhões, o equivalente a 15,8% do PIB. O WTTC também fez projeções a 10 anos, antecipando para 2033 um peso de 21,1% no PIB e um contributo de €56,4 mil milhões.
Entretanto, sendo verdade que 2023 está a superar o ano já de si de ótima recuperação de 2022, o panorama não é completamente linear. Se no 1º semestre de 2023 a subida, em afluência e receita, estava em níveis inequivocamente altos, nos meses seguintes nota-se uma desaceleração – sobretudo em número de turistas e dormidas – na razão dos altos preços que o setor apresenta. O balanço final dirá se o ano foi tão positivo como o WTTC augurava.